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Jean-Gabriel Périot, Une jeunesse allemande, 2015. © Local Films. Still de filme.
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Programa 6

2019-02-28 | 18h30
Goethe-Institut, Auditório
Campo dos Mártires da Pátria 37, 1169-016 Lisboa



Une jeunesse allemande

(2015, 93 Min.) de Jean-Gabriel Périot

Discussão:
Alain Brossat, Jean-Gabriel Périot
Duração da sessão: 150 Min. | M / 16
Entrada livre, sujeita à lotação da sala.


As obras de arte, nomeadamente aquelas que trabalham a partir de material documental, podem oferecer um apelo particularmente desafiante para refletir sobre a realidade. Enquanto a ligação indexante à realidade que abordam garante ao som e à imagem uma credibilidade específica, a postura do artista, a sua escolha estética, temática e política, bem como a posição autorreflexiva, podem gerar uma avaliação crítica sobre a constituição dessa realidade. É neste ponto que a arte encontra a filosofia. A reflexão sobre a relação entre o mundo factual e a sua apropriação subjetiva, questionando as reivindicações hegemónicas de objetividade e autoridade e problematizando as contradições inerentes à sociedade, são, por imanência, questões filosóficas.
Problematizar a realidade: encontros entre arte, cinema e filosofia é um conjunto de programas que decorre em vários espaços culturais da cidade de Lisboa, a partir de Junho de 2018, numa parceria entre IFILNOVA (CineLab) / FCSH / UNL, Goethe-Institut Portugal e Maumaus / Lumiar Cité e em colaboração com Apordoc / Doc’s Kingdom. Estes encontros internacionais entre artistas e investigadores focam-se no momento em que a arte, o cinema e a filosofia se entrelaçam num diálogo produtivo. O sexto programa decorre no Auditório do Goethe-Institut, com o encontro entre o filósofo Alain Brossat e o cineasta Jean-Gabriel Périot.


Alain Brossat (1946) vive e trabalha em Paris. É Professor no Departamento de Filosofia da Université Paris VIII. A sua investigação abrange temas como: sistemas políticos e formas de governabilidade, biopolítica, violência e política, extermínios e genocídios, democracia e totalitarismo, ou memória coletiva; focando autores como Michel Foucault, Gilles Deleuze, Hannah Arendt, Norbert Elias, Walter Benjamin, Pierre Clastres, Zygmunt Bauman, Jacques Rancière, Alain Badiou e Giorgio Agamben. Entre as suas publicações recentes, destacam-se: “Éloge du pilori. Considérations intempestives sur les arts de punir – Entretien avec Tony Ferri” (2015), “Dictionnaire Foucault” (2014), “Le plébéien enragé. Une contre-histoire de la modernité de Rousseau à Losey, Le passager clandestin” (2013), “Autochtone imaginaire, étranger imaginé: Retours sur la xénophobie ambiante” (2013), “Droit à la vie? (2010)”, “Tous Coupat Tous Coupables” (2009), e “Le Grand Dégoût culturel” (2008).


Jean-Gabriel Périot (1974) vive e trabalha em Paris. O seu trabalho abrange as áreas do cinema e da arte contemporânea e é inspirado em imagens de arquivo, relacionando temas históricos da esfera política com uma forte abordagem emocional, entre o documentário, o filme experimental e a ficção. Entre as suas obras destacam-se: “Lumières d'été” (2016) e “Une jeunesse allemande” (2015), bem como diversos trabalhos de curta duração. A sua primeira longa-metragem, “Une jeunesse allemande”, foi programada na sessão de abertura da secção Panorama do Festival de Berlim 2015, tendo posteriormente recebido vários prémios.